O lateral-direito Rodinei contou como foi fechada a sua ida para o Santos e deixou claro que não houve telefonema de Neymar antes do acerto. Em entrevista à ESPN, o jogador de 34 anos afirmou que a negociação foi conduzida pelo seu empresário, Ricardo, ao lado de Mattos, e que o que pesou na decisão foi a camisa do clube, e não a presença do camisa 10.
Rodinei chegou à Vila Belmiro no começo de setembro, depois do fim do seu contrato com o Olympiacos, da Grécia. O vínculo com o Peixe vai até o fim de 2027.
Neymar não ligou, mas pesou no sonho
O lateral admitiu que dividir o vestiário com Neymar sempre esteve nos seus planos, mas reforçou que a motivação foi outra. “Não foi isso que me fez voltar, foi a camisa do Santos”, disse à ESPN. Os dois já se conheciam antes da transferência, mas, segundo o próprio Rodinei, não conversaram por telefone sobre a negociação.
Na mesma entrevista, ele associou a história do clube aos seus dois maiores ídolos recentes e lembrou que falar de Santos é falar de Pelé e de Neymar.
Por que o Santos foi atrás de Rodinei
A contratação foi uma resposta a uma carência clara do elenco de Cuca. No momento do acerto, Igor Vinicius era o único lateral-direito disponível, já que Gabriel Menino se recuperava de lesão. Rodinei chegou na mesma leva de Arthur, volante com passagens por Barcelona e Juventus que deixou o Grêmio para reforçar o time.
Experiência não falta. Pelo Flamengo, Rodinei ganhou duas Libertadores, um Campeonato Brasileiro e uma Copa do Brasil. Na Grécia, onde atuava desde 2022, conquistou o campeonato nacional, a copa local e a Conference League, primeiro título europeu de um clube grego.
Momento do Santos
O lateral chega a um time em alta no Brasileirão. O Santos é o 8º colocado, com 38 pontos, está invicto há seis jogos e venceu as quatro últimas partidas. Nesta sexta-feira (2), às 20h, o Peixe enfrenta o São Paulo no Morumbis, em jogo atrasado da Rodada 21, e depois recebe o Flamengo, ex-clube de Rodinei, pela Rodada 29, no dia 8.
Fora de campo, o clube tenta colocar em dia os salários atrasados do elenco e usa parte do dinheiro da venda de Chermont para quitar os débitos.