O Vasco entrou na Justiça para tentar mandar no Maracanã o jogo de ida da Semifinal da Copa Sul-Americana contra o Boca Juniors, marcado para 20 de outubro, às 21h30. O clube protocolou um pedido de tutela de urgência na 2ª Vara Cível da Comarca da Capital, no Rio de Janeiro, depois que a administradora do estádio negou a data.
Segundo o Lance!, o consórcio que cuida do Maracanã, a Fla-Flu Serviços S.A., recusou o pedido alegando as condições do gramado e a sequência de partidas já programadas para o local. De acordo com a Rádio Tupi, o Vasco pede que a decisão seja cumprida sob pena de multa diária de R$ 1 milhão.
Por que o Vasco quer o Maracanã
O principal argumento cruzmaltino é o regulamento da Conmebol, que exige capacidade mínima de 30 mil torcedores nas semifinais. São Januário, a casa do clube, fica abaixo desse número. O Vasco também cita a recomendação do Batalhão Especializado de Policiamento em Estádios (Bepe), da Polícia Militar, para que um confronto desse porte seja disputado no Maracanã.
Na ação, a diretoria lembra ainda o Memorando de Entendimentos assinado em 2025, que previa o uso do estádio em competições da CBF, da Fifa e da Conmebol, e aponta que Flamengo e Fluminense já jogaram lá com intervalos parecidos entre as partidas. O calendário também entra na conta: o Flamengo recebe o Estudiantes no mesmo estádio em 22 de outubro, pela Libertadores, dois dias depois do jogo do Vasco.
Prazo com a Conmebol
O tempo é curto. O Vasco precisa informar à Conmebol até 5 de outubro onde mandará a partida. Sem o Maracanã, e com São Januário fora das exigências, o clube teria de buscar outra opção.
A disputa reabre a velha queda de braço entre o Vasco e a gestão do Maracanã, entregue a Flamengo e Fluminense. Para o torcedor, o confronto com o Boca é o jogo mais importante do ano: quem passar fica a uma final de um título continental.
A decisão sobre o pedido de urgência deve sair nos próximos dias. Até lá, o local da partida segue indefinido.