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Textor vai à Justiça belga e cobra € 2 milhões do RWD Molenbeek

Empresa do ex-dono da SAF do Botafogo quer receber empréstimo feito em maio a clube em recuperação judicial.

John Textor abriu mais uma frente de disputa fora do Brasil. A Wyndcrest Holdings, empresa do norte-americano, acionou o RWD Molenbeek na Justiça da Bélgica para cobrar € 2 milhões, cerca de R$ 11,9 milhões na cotação atual. As informações são dos jornais belgas L’Echo e Bruzz, reproduzidas pelo FogãoNET.

O valor se refere a um empréstimo concedido em maio de 2026, quando o clube de Bruxelas, antigo RWDM Brussels, estava à beira da falência. Como garantia, foram oferecidas receitas de vendas de jogadores.

Advogado cobra transparência

O advogado Alexandre Rigolet, que representa a empresa de Textor, afirmou que o empréstimo “já deveria ter sido pago” e reclamou da falta de informações sobre transferências e receitas do clube. Segundo ele, o objetivo da ação é impedir que o novo proprietário use recursos que pertenceriam ao credor. “O Sr. Textor quer impedir que o novo proprietário faça gastos com o dinheiro do meu cliente”, declarou.

Clube em crise

A situação do Molenbeek é delicada. O clube foi rebaixado para a terceira divisão belga, de caráter amador, por não ter conseguido a licença para disputar a segunda divisão, e está em recuperação judicial. A dívida total é estimada em € 20 milhões, cerca de R$ 119 milhões. Desse montante, € 12 milhões, aproximadamente R$ 71 milhões, estão ligados à Eagle Football, o grupo multiclubes que Textor comandava e do qual o Molenbeek fazia parte.

A lista de credores inclui ainda o ex-diretor executivo Gauthier Ganaye, que pediu a falência do clube e cobra indenização de € 1,2 milhão.

Reflexos no Botafogo

O caso ajuda a dimensionar o desmonte da rede de clubes montada por Textor, que também incluía o Botafogo. O empresário foi o controlador da SAF alvinegra. O clube, hoje presidido por João Paulo Magalhães Lins, aposta na gestora GDA Luma para atravessar a proibição das casas de apostas no Brasil.

Em campo, o Botafogo vive fase intermediária no Brasileirão. O time é o 12º colocado, com 35 pontos em 28 jogos, e volta a jogar no dia 7 de outubro, contra o Vasco, no Estádio Nilton Santos.

A ação da Wyndcrest se soma a uma fila de cobranças contra um clube que tenta se reorganizar sob novo comando e com as contas sob supervisão judicial.