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Série A

São Paulo calcula multa de R$ 3,7 milhões para romper com gestora do sócio-torcedor

Rescisão com a Feng depende da aprovação do acordo com a Ticketmaster, que prevê antecipação de R$ 110 milhões e está em votação no Conselho.

Estádio do Morumbis, casa do São Paulo, em foto de 2023. Foto: Mtvdanilo / Wikimedia Commons · CC BY-SA 4.0

O São Paulo terá de pagar uma multa se decidir encerrar o contrato com a Feng, empresa que hoje administra o programa de sócio-torcedor do clube. A cláusula prevê aviso prévio de 180 dias e cobrança de 15% da receita bruta do programa nesse intervalo. Tomando como base os últimos seis meses, o valor ficaria perto de R$ 3,7 milhões, segundo a diretoria jurídica do clube ao ge.

A conta só será feita de verdade se o Conselho Deliberativo aprovar a parceria com a Ticketmaster, que assumiria tanto a venda de ingressos do Morumbis quanto o sócio-torcedor. A votação começou na noite desta terça-feira (29) e vai até as 17h de quarta-feira (30).

A diretora jurídica Erica Duarte explicou que qualquer uma das partes pode romper o acordo antes do fim, desde que avise com seis meses de antecedência. Durante esse período, a Feng continua operando o programa, e só ao final é calculado quanto o clube deve.

Por isso, ainda não há um número fechado: a multa depende de quanto o sócio-torcedor vai arrecadar nos próximos meses. A dirigente rebateu a cifra de R$ 40 milhões que circulou nos bastidores e disse que a estimativa atual está “muito distante” disso.

São Paulo e Ticketmaster: o que prevê o acordo

A proposta da Ticketmaster venceu uma concorrência aberta em abril, com seis empresas interessadas, e foi escolhida pela diretoria em agosto. O ponto que mais pesa para um clube com o caixa apertado é a antecipação de R$ 110 milhões, a ser devolvida em cinco anos com juros de CDI mais 1,99% ao ano. As parcelas saem da receita dos jogos e têm teto mensal de R$ 1,8 milhão.

O pacote inclui ainda R$ 30 milhões pela cessão do camarote 29A do Morumbis por cinco anos e R$ 6 milhões para a reforma do museu do clube. Em troca, a empresa passa a cobrar taxas de até 10% nos ingressos digitais, 8% nos físicos e 8% sobre o programa de sócios, além de operar também os shows no estádio.

O acordo chega em um momento delicado. O São Paulo atrasou os direitos de imagem do elenco pelo quarto mês seguido e vê a crise política crescer depois do processo movido pelo ex-presidente Julio Casares contra o clube. Segundo o ge, a antecipação virou uma espécie de salvação financeira para a diretoria na reta final da temporada.

Se os conselheiros aprovarem a parceria, o clube deve comunicar à Feng a rescisão e iniciar a contagem dos 180 dias de transição, com a Ticketmaster assumindo o programa de sócios na sequência.