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Santos adia repasses da venda de Chermont para pagar salários atrasados

Clube combinou com o Coritiba e com os representantes do lateral pagar só em 2029 o que deve da venda ao Sharjah, segundo a Placar.

JP Chermont, lateral formado no Santos, em jogo contra o Zenit na Equality Cup, em 2024. Foto: Анна Мейер / Wikimedia Commons · CC BY-SA 3.0

O Santos encontrou uma saída provisória para tentar quitar parte dos direitos de imagem atrasados do elenco antes do clássico contra o São Paulo, nesta sexta-feira (2): adiar para 2029 os repasses que deveria fazer ao Coritiba e aos representantes do lateral-direito JP Chermont pela venda do jogador ao Sharjah, dos Emirados Árabes Unidos. A informação foi divulgada pelo jornalista Fábio Sormani e confirmada pela revista Placar.

Com o acordo, os US$ 2,5 milhões (cerca de R$ 12,9 milhões) da venda ficam inteiramente com o clube neste momento. Coritiba e jogador só receberão a sua parte quando for paga a parcela variável de US$ 1 milhão (cerca de R$ 5,1 milhões) prevista em bônus por metas, no último ano do contrato de Chermont com o clube árabe.

Quanto o Santos deve na venda de Chermont

Segundo a Placar, o Santos deixa de repassar agora os 10% devidos ao Coritiba pela “taxa de vitrine” combinada no empréstimo do lateral ao clube paranaense, cerca de US$ 250 mil (R$ 1,2 milhão). Também fica para depois a parte do próprio jogador, de aproximadamente R$ 2,3 milhões, equivalente a 20% dos direitos econômicos. Chermont já havia aberto mão de 5% do seu percentual na negociação, o que elevou a fatia santista de 75% para 80%.

Formado na Vila Belmiro, o lateral disputou 50 partidas pelo Santos e 17 pelo Coritiba antes de ser negociado.

Mesmo com o dinheiro da venda em caixa, o valor não basta para cobrir uma das duas parcelas de direitos de imagem em aberto. Até junho, a dívida com os atletas somava R$ 15,1 milhões, segundo dado apresentado ao Conselho Deliberativo. A parcela mais recente venceu no dia 21 de setembro, e o clube admite publicamente que não tem dinheiro nem prazo definido para regularizar a situação.

Patrocínio congelado e derrotas na Justiça

O quadro piora com o congelamento do contrato com a Novibet, casa de apostas que ocupava o espaço máster da camisa. De acordo com a Placar, o Santos procurou a Cimed, mas ouviu que a empresa não tem verba prevista para essa propriedade neste ano. Conversas com outras duas empresas, uma farmacêutica e uma fabricante de carros elétricos, também não avançaram.

A eliminação nos pênaltis para o Atlético-MG nas Quartas de final da Sul-Americana custou ao menos US$ 800 mil (cerca de R$ 4,1 milhões), valor que o clube receberia ao chegar à Semifinal. Fora de campo, a Corte Arbitral do Esporte manteve a condenação de cerca de R$ 15 milhões no caso da demissão do técnico Pedro Caixinha, e a Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) mandou o clube pagar ao Cuiabá, pela negociação do zagueiro Joaquim, R$ 6,48 milhões a mais do que o valor original.

Próximo jogo do Santos

Apesar da crise no caixa, o time vive boa fase no Brasileirão e visita o São Paulo nesta sexta-feira (2), às 20h (de Brasília), no Morumbis.