O Estudiantes chega à Semifinal da Libertadores contra o Flamengo carregando uma derrota pesada e um clima quente. Neste sábado (26), no Estádio Jorge Luis Hirschi, em La Plata, o time argentino perdeu a Supercopa Internacional para o Rosario Central por 3 a 1, em uma partida que terminou com troca de agressões entre os jogadores.
O começo foi promissor para os donos da casa: Alexis Castro abriu o placar logo aos 2 minutos. A reação do Rosario, porém, veio pelos pés de Ángel Di María. O veterano campeão do mundo empatou ainda no primeiro tempo e virou o jogo cobrando pênalti nos acréscimos da etapa inicial. Na reta final, também nos acréscimos, Julián Fernández fechou a conta.
Confusão e reclamação contra a arbitragem
O terceiro gol foi o estopim. Jogadores dos dois lados trocaram empurrões, agressões e xingamentos, e a confusão seguiu até o túnel de acesso aos vestiários. O Estudiantes também reclamou de um pênalti não marcado em lance no qual a bola teria tocado o braço de Ovando dentro da área. O presidente do clube, Juan Sebastián Verón, chegou a entrar no gramado para protestar.
Ainda não há informação oficial sobre punições. Suspensões aplicadas por competição argentina não valem para a Libertadores, mas o desgaste físico e emocional é um sinal de alerta para o técnico do Estudiantes a menos de três semanas do primeiro duelo com o Flamengo.
O caminho até a decisão
A Semifinal começa em 15 de outubro, em La Plata, no mesmo Estádio Jorge Luis Hirschi. A volta será em 22 de outubro, no Maracanã, com o Flamengo decidindo em casa. O vencedor encara na final quem avançar do confronto brasileiro entre Fluminense e Palmeiras.
O Flamengo vive momento oposto. Líder do Brasileirão com 60 pontos em 28 jogos, três à frente do Palmeiras, o time rubro-negro tem o melhor ataque da competição, com 55 gols, e a segunda melhor defesa, com 23 sofridos. A pausa para a Data Fifa dá ao elenco tempo para recuperar jogadores antes da sequência que mistura a reta final do campeonato nacional e a busca por mais uma vaga em final continental.
Do lado argentino, a derrota de sábado reforça um padrão conhecido: o Estudiantes é um time copeiro, de ambiente pesado em casa, e costuma transformar jogos grandes em batalhas. O Flamengo, que precisará passar pela pressão de La Plata antes de decidir no Rio, já sabe o tipo de jogo que o espera.