Mercado

Palmeiras trava Leapmotor no peito e Sportingbet sai da camisa em 5 de outubro

Com a proibição das bets, Verdão pode perder R$ 100 milhões fixos por ano, mas prefere esperar antes de trocar o máster.

Gustavo Gómez e Murilo, zagueiros do Palmeiras, em jogo contra o Internacional pelo Brasileirão de 2025. Foto: NullReason / Wikimedia Commons · CC BY-SA 4.0

O Palmeiras decidiu frear a negociação para colocar a montadora chinesa Leapmotor no espaço principal da camisa, que hoje pertence à Sportingbet. Segundo o Portal do Palestra, a diretoria interrompeu as conversas depois de ouvir operadoras de apostas estrangeiras, que avaliam que a proibição das bets no Brasil não deve se sustentar e que o país pode voltar ao modelo regulamentado.

A proibição veio por meio de uma Medida Provisória assinada pelo presidente Lula em 25 de setembro, que acabou com a exploração, a publicidade e os patrocínios de apostas esportivas no país. Para os clubes, o prazo para retirar as marcas de casas de apostas dos uniformes e materiais comerciais termina em 5 de outubro. Como a MP ainda precisa ser aprovada pelo Congresso, o mercado vive um período de incerteza.

Quanto o Palmeiras pode perder

A Sportingbet é a maior fonte de receita de patrocínio do Palmeiras. De acordo com o Portal do Palestra, o contrato prevê R$ 100 milhões fixos por ano, além de cerca de R$ 70 milhões por temporada em bônus por desempenho, com validade até o fim de 2027. Se a proibição virar lei definitiva, o clube deixa de receber cerca de R$ 100 milhões fixos anuais.

A Leapmotor já é parceira do clube e aparece nas costas da camisa. O acordo atual vai até março de 2028 e garante R$ 20 milhões fixos, além de bônus atrelados a metas. A ideia discutida era levar a marca para o peito e estender o vínculo, mas o assunto ficou em espera.

Camisa sem patrocínio contra o Bahia

Com o prazo legal, a Sportingbet sai do uniforme em 5 de outubro. Assim, o Palmeiras deve enfrentar o Bahia, em 8 de outubro, pelo Brasileirão, sem patrocinador máster no peito.

O Palmeiras não está sozinho. Dirigentes de clubes paulistas se reuniram na Federação Paulista no fim de setembro para discutir o prejuízo, e o setor de apostas levou a Medida Provisória ao Supremo Tribunal Federal. Enquanto alguns clubes já buscaram substitutos, como o Vila Nova, que trocou a casa de apostas pela montadora BYD, o Verdão prefere esperar o desfecho da disputa antes de fechar um novo acordo para o principal espaço da camisa.