Série A

Palmeiras tem déficit de R$ 196 milhões em 2026 e receita fica longe do orçamento

Balancete de agosto mostra faturamento de R$ 594,2 milhões no ano, contra R$ 947,6 milhões previstos; venda de Allan ainda não foi contabilizada.

Time titular do Palmeiras, com Allan entre os jogadores, antes de enfrentar o Botafogo no Mundial de Clubes de 2025, nos Estados Unidos. Foto: Equipos de fútbol / Wikimedia Commons · CC0

O Palmeiras acumula déficit de R$ 196 milhões em 2026 até o fim de agosto, segundo o balancete divulgado pelo clube na noite desta segunda-feira (28). O número contrasta com o orçamento aprovado no fim do ano passado, que previa superávit de R$ 73,6 milhões no mesmo período, de acordo com levantamento da Gazeta Esportiva.

Só em agosto, o Alviverde fechou no vermelho em R$ 39,6 milhões, quando a expectativa era de um resultado positivo de R$ 51,7 milhões no mês.

Receita abaixo do orçamento

A diferença está principalmente no lado das receitas. Nos oito primeiros meses do ano, o Palmeiras faturou R$ 594,2 milhões, contra R$ 947,6 milhões previstos. O item que mais pesou foi o de “rendas diversas”: o clube projetava R$ 453,1 milhões nessa conta e registrou R$ 136,9 milhões até agosto.

No mês de agosto, a arrecadação foi de R$ 99,8 milhões, bem abaixo dos R$ 175,2 milhões estimados. As principais fontes foram rendas diversas (R$ 32,6 milhões), direitos de transmissão (R$ 22,2 milhões), publicidade e patrocínio (R$ 17,3 milhões) e o programa de sócio-torcedor Avanti (R$ 11,6 milhões), todas abaixo do previsto.

As despesas do mês somaram R$ 118,8 milhões, um pouco acima dos R$ 113,5 milhões orçados. Os maiores gastos foram com pessoal e encargos (R$ 42,8 milhões), amortização de direitos de atletas (R$ 27,3 milhões), baixa e custos com vendas de jogadores (R$ 15,3 milhões) e despesas gerais e administrativas (R$ 15,1 milhões).

Venda de Allan ainda não entrou na conta

O balancete de agosto ainda não inclui a venda de Allan ao Manchester City, acertada no mesmo mês por R$ 240 milhões, segundo a Gazeta Esportiva. O valor corresponde a pouco mais da metade de tudo o que o clube esperava arrecadar com vendas de atletas em 2026 e deve reduzir de forma importante o rombo quando for contabilizado nos próximos balancetes.

O cenário ajuda a explicar a postura do Palmeiras para o restante da temporada. Como o Arquibancada mostrou nesta segunda, o clube tem apenas dois contratos vencendo em dezembro e planeja 2027 sem grandes vendas; nesta mesma segunda, encaminhou a renovação de Arthur até 2030. Ao mesmo tempo, uma decisão judicial recente voltou a cobrar do clube o FGTS de 89 ex-atletas, o que pode gerar nova despesa.

Em campo, o Palmeiras aproveita a Data Fifa para se preparar para a sequência do Brasileirão, em que a partida contra o Bragantino foi transferida para a Arena Barueri por causa de um show no Allianz Parque.