Otávio, goleiro do Cruzeiro, fez a primeira partida pela Seleção Brasileira na vitória por 4 a 2 sobre a Austrália, nesta terça-feira, e saiu de campo sem esconder a emoção. Aos 20 anos, ele negou frustração com a atuação discreta e resumiu a temporada como um período “muito mágico” da vida, em entrevista após o jogo reproduzida pelo ge.
O jovem foi titular no amistoso e teve pouco trabalho direto. Não conseguiu se destacar com grandes defesas e ainda falhou em uma saída pelo alto que originou o primeiro gol australiano. Mesmo assim, preferiu colocar o resultado à frente do desempenho individual: para ele, o que mais importava era a vitória, e a estreia por si só já fez do dia algo especial.
De terceiro goleiro a titular da Seleção
A subida de Otávio em 2026 foi rápida. Ele começou o ano como terceira opção do Cruzeiro e só ganhou a vaga em abril, quando Cássio se recuperava de uma lesão no joelho e Matheus Cunha era alvo de críticas no começo do trabalho do técnico Artur Jorge. Desde então, somou 30 jogos pelo time principal celeste.
O próprio goleiro lembrou que, cinco ou seis meses atrás, assistia aos jogos da arquibancada do Mineirão. A boa sequência levou Carlo Ancelotti a chamá-lo na primeira convocação depois da Copa do Mundo, dentro de uma Data Fifa em que o italiano tem revezado os goleiros: Otávio, Hugo Souza, do Corinthians, e Pedro Morisco, do Coritiba.
A ascensão também mexeu com o mercado: o Cruzeiro já estabeleceu um preço mínimo para ouvir propostas pelo goleiro.
Próximo jogo da Seleção
A Seleção encerra a Data Fifa no sábado, contra a Índia, fora de casa. Ancelotti já confirmou que Pedro Morisco será o titular no gol, o que completa o rodízio planejado pela comissão técnica. Otávio volta depois ao Cruzeiro, que segue na disputa do Campeonato Brasileiro, agora com status de goleiro de Seleção.