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Figueirense rebate Edson Silva e diz que negociação da SAF não trouxe dinheiro

Conselho da SAF responde ao representante da PanSports após recusa de empréstimo de R$ 7 milhões.

A venda da SAF do Figueirense ganhou um capítulo de troca pública de acusações nesta quinta-feira (1º). O Conselho de Administração da SAF alvinegra respondeu em nota oficial a Edson Silva, representante do grupo PanSports, escolhido em junho para conduzir a compra do clube, e afirmou que as negociações conduzidas por ele não colocaram nenhum dinheiro no caixa até agora.

O estopim foi uma proposta de empréstimo de R$ 7 milhões, apresentada pelo grupo como forma de garantir o fluxo financeiro do Figueirense até o fim da temporada. Segundo o ge, a operação previa novamente parte do terreno do CFT do Cambirela, em Palhoça, como garantia. O clube recusou porque a fatia do terreno liberada pela Associação Amigos do Figueirense (Asfig) já está comprometida com outro empréstimo, de cerca de R$ 3 milhões, feito com a própria PanSports em julho.

O que disse Edson Silva

Na noite de quarta-feira, Edson Silva enviou uma mensagem à imprensa para negar que tenha desistido do projeto. Ele disse que segue buscando investidores, que fatos ocorridos depois da escolha da PanSports atrasaram as negociações e que propostas intermediárias levadas ao clube não foram aceitas. Segundo ele, há agora alternativas de maior porte em discussão.

O representante também reclamou de tentativas de afastá-lo do processo e lembrou que o compromisso do grupo, desde o início, era captar investidores para o Figueirense, e não aplicar recursos próprios.

A resposta do Conselho da SAF

A resposta do Conselho foi dura. A nota afirma que a proposta formal apresentada ao Conselho Deliberativo em 2 de junho ainda não saiu do papel e que as soluções trazidas por Edson não se transformaram em opções com garantias viáveis. Entre as últimas tentativas, o clube cita operações de crédito com garantias consideradas inviáveis e um termo de confidencialidade que daria a terceiros mandato para buscar investidores em nome do Figueirense.

O Conselho agradeceu ao empresário Guillermo Vieira, responsável por aportes que vêm cobrindo as despesas do dia a dia, e disse que também procura novos parceiros. A diretoria garantiu que nenhuma proposta deixou de ser analisada e que o clube segue aberto a soluções “sérias, viáveis e estruturadas”.

Próximos passos da venda da SAF

Sem dinheiro novo e com o terreno do centro de treinamento já usado como garantia, o Figueirense depende de aportes pontuais para fechar a temporada. O impasse com a PanSports deixa em aberto quem vai, de fato, assumir o controle do futebol alvinegro, um dos clubes mais tradicionais de Santa Catarina, e quando o processo de reestruturação começará a trazer recursos para o elenco.