Aos 19 anos, Lorenzo virou peça de confiança do Cuiabá na Série B. O caminho até a equipe principal, porém, passou por uma dispensa no Palmeiras, uma passagem ruim pelo Goiás e um momento em que o lateral-esquerdo pensou em abandonar a carreira, como ele próprio contou em entrevista à ESPN.
Nascido em Porto Alegre, Lorenzo começou no futsal, passou um ano na base do Internacional e depois se mudou para o Novo Hamburgo. Foi uma boa competição pelo clube do interior gaúcho que chamou a atenção do Palmeiras.
Base do Palmeiras e convivência com Estêvão
No Verdão, o jovem disputou um torneio internacional no México, com adversários como Atlético de Madrid e Chivas, completou treinos com o elenco profissional e dividiu o vestiário com Estêvão, hoje no Chelsea, quando o atacante descia para reforçar a base em algumas competições. Morar longe da família pela primeira vez, no entanto, pesou na adaptação. Sem confiança, perdeu espaço e foi dispensado. “O mundo não acaba ali”, resumiu à ESPN.
A etapa seguinte, no Goiás, durou poucos meses e foi a mais dura. Segundo o jogador, a falta de confiança chegou a fazê-lo pensar em parar. A virada veio em 2024, com o convite para o sub-17 do Cuiabá. Relacionado para jogos do profissional no ano passado, ele estreou na equipe principal no Campeonato Mato-Grossense de 2026.
Titular em um time que aposta nos jovens
Os números mostram como Lorenzo ganhou espaço. Pela Série B, são 13 jogos, 11 como titular, 998 minutos em campo e um gol, marcado de cabeça na vitória por 3 a 0 sobre o Náutico, em setembro. A nota média dele na competição é 6,79, segundo os dados do Arquibancada, que estima o valor de mercado do jogador em € 700 mil.
Ele não é exceção no elenco do técnico Eduardo Barros. O Cuiabá tem dado minutos a outros garotos, como David, de 19 anos, Kauan Cristtyan, de 20, e Calebe, de 23.
O momento do time, porém, pede reação. No domingo (27), o Cuiabá perdeu por 3 a 0 para o CRB, no Estádio Rei Pelé, em Maceió, e ficou parado nos 43 pontos, em 10º lugar, seis atrás do Atlético-GO, que fecha o G6. A campanha tem 10 vitórias, 13 empates e sete derrotas em 30 rodadas. Com oito jogos pela frente, o Dourado precisa de uma arrancada para manter vivo o sonho dos playoffs de acesso, que o próprio Lorenzo diz ser o objetivo do grupo.