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Série A

Corinthians suspende parcela de R$ 27 milhões da Arena e negocia nome com a Caixa

Pausa no pagamento do refinanciamento do estádio acontece enquanto banco discute ficar com os naming rights hoje da Hypera.

Vista panorâmica da Neo Química Arena, estádio do Corinthians, em São Paulo, em outubro de 2024. Foto: FotografoWallacyFerrari / Wikimedia Commons · CC BY 4.0

O Corinthians conseguiu da Caixa Econômica Federal a suspensão temporária da terceira parcela de 2026 do refinanciamento da Neo Química Arena. A prestação, de cerca de R$ 27 milhões, venceria em 25 de setembro e deixa de pesar no caixa do clube enquanto as duas partes discutem um novo modelo para quitar a dívida do estádio. A informação foi revelada pelo Meu Timão e confirmada pela Gazeta Esportiva e pela CNN Brasil.

O acordo chega num momento de aperto financeiro. Segundo a Gazeta Esportiva, o déficit do clube de janeiro a julho chegou a R$ 278,7 milhões, muito acima dos R$ 77,8 milhões previstos no orçamento para o ano. Só entre junho e julho, o rombo cresceu R$ 32,6 milhões.

Naming rights da Arena estão no centro da conversa

A suspensão é tratada nos bastidores como um gesto de boa vontade do banco. A proposta em discussão envolve repassar à Caixa os direitos de nome do estádio de Itaquera, que desde 2020 pertencem à Hypera Pharma, dona da marca Neo Química.

De acordo com a CNN Brasil, a farmacêutica paga hoje R$ 21 milhões por ano pelo nome, enquanto uma avaliação de mercado aponta que a propriedade valeria no mínimo R$ 70 milhões anuais. A rescisão com a Hypera custaria ao clube uma multa estimada em R$ 50 milhões. Dirigentes alvinegros classificaram a pausa no pagamento como “um bom sinal” para o avanço das tratativas.

Quanto o Corinthians ainda deve pelo estádio

O saldo devedor com a Caixa gira entre R$ 630 milhões, número citado pela Gazeta Esportiva, e R$ 660 milhões, segundo a CNN Brasil. O contrato de refinanciamento foi assinado em 2022. Em 2025, o clube pagou R$ 93 milhões ao banco e, em 2026, já desembolsou R$ 58 milhões antes desta suspensão.

O Corinthians também reivindica o uso de uma conta reserva de valor semelhante ao da parcela, cerca de R$ 27 milhões, que funciona como garantia do financiamento.

A notícia se soma a outra trégua obtida nesta semana: o clube ganhou mais prazo da União para evitar a rescisão do acordo de parcelamento de dívidas federais, de R$ 1,2 bilhão. Com as duas frentes em negociação, a diretoria de Osmar Stabile tenta ganhar fôlego no caixa para a reta final do Brasileirão, enquanto o mercado aguarda a definição sobre quem dará nome à casa corintiana a partir dos próximos anos.