O vice-campeonato do Brasileirão Feminino para o São Paulo, no último sábado, colocou o Corinthians diante de um dado incômodo: são quatro finais seguidas sem título. Segundo levantamento do Meu Timão, é a pior sequência do time desde a reativação do futebol feminino do clube, em 2016, período em que as Brabas se acostumaram a dominar o país.
A decisão nacional escapou depois de uma derrota por 2 a 1 na Neo Química Arena, no jogo de ida, e de um empate por 1 a 1 no Morumbis, na volta. O São Paulo ficou com a taça no placar agregado de 3 a 2 e encerrou a hegemonia alvinegra na competição.
As quatro finais perdidas pelo Corinthians
A série negativa começou na decisão do Paulistão Feminino de 2025, quando o Palmeiras venceu os dois jogos, por 5 a 1 e 1 a 0, somando 6 a 1 no agregado. Em 1º de fevereiro de 2026, veio a derrota por 3 a 2 para o Arsenal, no Emirates Stadium, em Londres, na final do Mundial de Clubes feminino da Fifa.
Uma semana depois, em 7 de fevereiro, o Palmeiras voltou a ser o algoz: empate por 1 a 1 na Supercopa Feminina e vitória alviverde por 5 a 4 nos pênaltis. A quarta queda foi justamente a do Brasileirão, a mais dolorosa para uma equipe que costumava tratar o torneio como prioridade absoluta.
O que vem pela frente para as Brabas
O último título do Corinthians foi a Libertadores Feminina de 2025, conquistada nos pênaltis contra o Deportivo Cali. E é na mesma competição que o time comandado por Emily Lima tenta encerrar o jejum. A estreia na fase de grupos da edição de 2026 será contra o Colo-Colo, em 15 de outubro, e a final está marcada para 31 de outubro, no Equador.
Depois da decisão, a treinadora lamentou o vice e reconheceu que o baixo aproveitamento ofensivo pesou nos dois jogos contra o São Paulo. A missão agora é recuperar o elenco em pouco mais de dez dias para chegar à Libertadores em condições de defender o título continental e mostrar que a queda no Brasileirão foi um tropeço, e não o fim de uma era.