Série A

Atlético-MG e Cruzeiro terão R$ 15 milhões cada do Governo de Minas após fim das bets

Cemig e Codemge vão estampar as camisas dos clubes de Belo Horizonte, que perderam patrocínios com a medida provisória que proíbe as casas de apostas.

Jogadores do Atlético-MG em partida contra o Bahia na Arena MRV, em Belo Horizonte, em 2024. Foto: Felipebini / Wikimedia Commons · CC BY-SA 4.0

O Governo de Minas Gerais vai destinar R$ 32 milhões em patrocínio de empresas estatais a Atlético-MG, Cruzeiro e América-MG. Galo e Raposa ficam com R$ 15 milhões cada, e o Coelho recebe R$ 2 milhões. O anúncio foi feito nesta terça-feira, em Belo Horizonte, como resposta à perda dos contratos com casas de apostas depois da medida provisória do Governo Federal que proíbe as bets no país.

As marcas que vão aparecer nos uniformes são as da Cemig, a companhia energética do estado, e da Codemge, a Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais. A posição dos logotipos nas camisas ainda não foi definida. A cerimônia aconteceu na sede do BDMG e reuniu Pedro Lourenço, dono da SAF do Cruzeiro, Renato Salvador, do conselho de administração da SAF do Atlético, e Marcus Salum, do grupo de gestão do América.

O que muda para Atlético-MG e Cruzeiro

Segundo o governo, os termos serão negociados um a um com cada clube, levando em conta os patrocinadores que já estão nas camisas, para não atropelar contratos em vigor. Em troca do dinheiro, os clubes terão contrapartidas, como investimento no futebol feminino e ingressos gratuitos para estudantes de baixa renda em jogos específicos.

O governador Matheus Simões classificou a medida federal como uma “bomba” e disse que a ideia não é ocupar todo o espaço deixado pelas apostas, mas servir de exemplo para que grandes empresas mineiras também invistam nos times. Além dos três clubes da capital, o estado conversa com o Athletic, de São João del-Rei, que disputa a Série B, e com o Uberlândia, campeão da Série D, o que elevaria a cinco o número de equipes atendidas.

Por que os clubes perderam dinheiro

Na sexta-feira, o Governo Federal anunciou a suspensão das casas de apostas no Brasil. Pela medida provisória, novos depósitos nas plataformas já estão proibidos, os sites devem devolver o saldo dos apostadores até 5 de outubro e, a partir de 6 de outubro, ficam fora do ar. Como as bets eram as principais patrocinadoras do futebol brasileiro, vários clubes da Série A e da Série B perderam receita de uma hora para outra e passaram a buscar socorro.

O dinheiro do estado chega na reta final da temporada, com Atlético-MG e Cruzeiro em disputa na Série A. A reunião dos clubes com ministros do Governo Federal para discutir o impacto do fim das bets foi adiada para depois do primeiro turno das eleições.