Série A

Atlético-MG perde patrocínio master da H2bet, contrato de R$ 180 milhões

Casa de apostas encerrou a parceria por causa da MP que proíbe as bets, e o Galo fica sem a principal marca da camisa na reta final do Brasileirão.

Estádio lotado em Atlético-MG x Fluminense, pelo Brasileirão, em outubro de 2023. Foto: Galo Na Veia from Brasil / Wikimedia Commons · Public domain

O Atlético-MG está sem patrocinador master. A H2bet anunciou neste sábado (3) o fim da parceria com o clube mineiro, citando as restrições criadas pela medida provisória do governo federal que proíbe a operação das casas de apostas de quota fixa no Brasil.

O acordo, assinado para começar em janeiro de 2025, valia R$ 180 milhões fixos em três anos, cerca de R$ 60 milhões por temporada, e iria até o fim de 2027. Era o maior contrato de patrocínio da história do Galo.

Em nota, a empresa informou “o encerramento de sua parceria de patrocínio” com o Atlético “em decorrência das restrições estabelecidas pela Medida Provisória”. O clube já havia retirado a marca da bet de seus canais oficiais no começo da semana, segundo o jornal O Tempo.

O que muda para o Atlético-MG

A diretoria ainda não anunciou quem vai ocupar o espaço mais nobre da camisa. Segundo O Tempo, o Atlético estuda duas saídas: promover um parceiro que já está no uniforme ou fechar com uma nova marca até o fim da temporada.

A perda chega num momento de recuperação esportiva. Na noite de sábado, o Galo venceu o Bragantino por 1 a 0 na Arena MRV, com gol de Bernard, e se aproximou do G-5 do Campeonato Brasileiro. Sem os R$ 60 milhões anuais, porém, o planejamento financeiro para 2027 terá de ser refeito.

Clubes correm atrás de novos patrocinadores

O Atlético não está sozinho. A MP obrigou os clubes a retirar toda a publicidade de apostas até 5 de outubro, e as plataformas devem encerrar as atividades no dia seguinte. O Palmeiras já confirmou a saída da Sportingbet da camisa, o Vila Nova trocou a bet por uma montadora e o Corinthians negocia patrocínios pontuais por jogo.

No Flamengo, a Betano preferiu não romper o contrato e deixou o acordo em espera. Ao mesmo tempo, Fluminense, Cruzeiro e outros 15 clubes recorreram ao Supremo Tribunal Federal contra a proibição, o que ainda pode mudar o cenário nas próximas semanas.

Até lá, o Atlético-MG volta a campo sem a marca principal no peito e com a missão de encontrar, no meio da temporada, um substituto capaz de cobrir pelo menos parte do valor perdido.