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Corinthians negocia patrocínio por jogo de R$ 1,2 milhão após proibição das bets

Sem poder exibir a Esportes da Sorte, Timão busca acordos pontuais para o espaço máster nos dez jogos que restam no Brasileirão.

Jogadores do Corinthians na semifinal da Copa Sul-Americana de 2023, contra o Fortaleza. Foto: SOCCER DIGITAL / Wikimedia Commons · Public domain

O Corinthians definiu como vai tentar compensar a perda do patrocínio de bet na camisa: o clube oferece o espaço máster do uniforme em acordos pontuais, jogo a jogo, pedindo cerca de R$ 1,2 milhão por partida até o fim do Campeonato Brasileiro. A informação foi publicada pelo Lance e confirmada pelo Meu Timão, que credita o primeiro relato ao jornalista Marcelo Braga.

A mudança é consequência da medida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva que proíbe as casas de apostas de cota fixa de atuar com publicidade e marketing no país. Com isso, a Esportes da Sorte, principal patrocinadora do clube, fica impedida de aparecer no uniforme.

Quanto o Corinthians pode perder

O contrato com a Esportes da Sorte vai até o fim de 2029 e prevê R$ 150 milhões fixos por ano, além de R$ 10 milhões para ações de marketing, segundo o Lance. Considerando apenas os valores fixos, a perda pode chegar perto de meio bilhão de reais até o fim do vínculo: o Lance calcula R$ 450 milhões, e o Meu Timão fala em até R$ 480 milhões para o período de 2027 a 2029.

De acordo com o Meu Timão, o clube já havia recebido adiantados cerca de R$ 20 milhões referentes às receitas de outubro a dezembro de 2026. O Corinthians não pretende romper o contrato e aguarda o desfecho da disputa sobre as bets.

Patrocínio por jogo e conversa com nova empresa

A ideia é vender o espaço máster partida a partida nos dez jogos que restam no Brasileirão. O preço varia conforme a vitrine: clássicos e jogos com maior audiência na TV, como os duelos com Palmeiras, São Paulo e Vasco, devem custar mais caro. Se fechar todos os jogos pelo valor de referência, o clube arrecadaria cerca de R$ 12 milhões.

Em paralelo, os departamentos de marketing e financeiro conversam com uma empresa do setor de educação financeira, cujo nome não foi divulgado, para ocupar o espaço máster ou outra área da camisa. Segundo o Lance, a diretoria avalia que essa marca poderia conviver com a bet caso a proibição caia.

O tema pesa em um momento delicado das finanças alvinegras: o clube registrou déficit de R$ 278,7 milhões até julho e tem dívida total de cerca de R$ 2,8 bilhões, de acordo com o Meu Timão. O Corinthians não é o único afetado: Flamengo, Palmeiras e outros clubes da Série A também têm casas de apostas entre seus principais patrocinadores e buscam saídas para a perda de receita.

Próximo jogo

Em campo, o próximo compromisso do Corinthians no Brasileirão é contra o Internacional.