A Justiça do Rio de Janeiro negou o pedido para obrigar a liberação do Maracanã para Vasco x Boca Juniors, jogo de volta da Semifinal da Copa Sul-Americana marcado para 20 de outubro. A decisão, assinada na noite de sexta-feira (2), aumenta a pressão sobre o clube, que precisa informar à Conmebol até segunda-feira (5) onde vai mandar a partida.
O pedido não partiu do Vasco, mas de um torcedor. O advogado Marcus Vinicius de Menezes Reis entrou com uma ação popular contra a Fla-Flu Serviços S.A., concessionária que administra o estádio, para que o Maracanã fosse cedido ao clube. A desembargadora Rose Marie Pimentel Martins, da 5ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ), recusou a tutela de urgência.
Por que a Justiça negou o Maracanã ao Vasco
Na decisão, a relatora reconheceu que o caso tem urgência, mas entendeu que os documentos apresentados não provaram com segurança tratamento discriminatório, desvio de finalidade ou prejuízo ao patrimônio público. Ela também fez questão de separar a ação do torcedor da ação própria do Vasco SAF contra a concessionária: segundo o texto, a negativa “não implica inexistência do direito” discutido pelo clube no outro processo.
O problema é o prazo. O processo movido pelo próprio Vasco foi suspenso por 20 dias pela juíza Adriana Laia Franco, segundo o portal Torcedores, o que praticamente impede uma solução judicial antes do limite fixado pela Conmebol. A Polícia Militar chegou a recomendar o Maracanã para o jogo, mas o documento não obriga a concessionária a ceder o estádio.
O consórcio, formado por Flamengo e Fluminense, alegou excesso de partidas e desgaste do gramado. É a terceira vez em 2026 que o Vasco ouve “não” para jogar no Maracanã: antes, o pedido foi recusado para os jogos contra Vitória e Palmeiras, pela Copa do Brasil.
Onde Vasco x Boca pode ser disputado
São Januário, a casa do Vasco, não atende à exigência da Conmebol de capacidade mínima de 30 mil torcedores para uma semifinal continental. Por isso, o Estádio Nilton Santos, do Botafogo, aparece como a alternativa mais provável no Rio, como o Arquibancada já mostrou.
O presidente Pedrinho chegou a pedir publicamente “um pouco de flexibilidade” à entidade sul-americana para usar São Januário, sem sucesso até aqui.
Próximos jogos
A semifinal começa em 13 de outubro, na Bombonera, em Buenos Aires. A volta, no Rio, decide quem vai à final da Sul-Americana. Até segunda-feira, o Vasco precisa bater o martelo sobre o estádio.