O Corinthians conseguiu da Caixa Econômica Federal a suspensão temporária da terceira parcela de 2026 do refinanciamento da Neo Química Arena. A prestação, de cerca de R$ 27 milhões, venceria em 25 de setembro e deixa de pesar no caixa do clube enquanto as duas partes discutem um novo modelo para quitar a dívida do estádio. A informação foi revelada pelo Meu Timão e confirmada pela Gazeta Esportiva e pela CNN Brasil.
O acordo chega num momento de aperto financeiro. Segundo a Gazeta Esportiva, o déficit do clube de janeiro a julho chegou a R$ 278,7 milhões, muito acima dos R$ 77,8 milhões previstos no orçamento para o ano. Só entre junho e julho, o rombo cresceu R$ 32,6 milhões.
Naming rights da Arena estão no centro da conversa
A suspensão é tratada nos bastidores como um gesto de boa vontade do banco. A proposta em discussão envolve repassar à Caixa os direitos de nome do estádio de Itaquera, que desde 2020 pertencem à Hypera Pharma, dona da marca Neo Química.
De acordo com a CNN Brasil, a farmacêutica paga hoje R$ 21 milhões por ano pelo nome, enquanto uma avaliação de mercado aponta que a propriedade valeria no mínimo R$ 70 milhões anuais. A rescisão com a Hypera custaria ao clube uma multa estimada em R$ 50 milhões. Dirigentes alvinegros classificaram a pausa no pagamento como “um bom sinal” para o avanço das tratativas.
Quanto o Corinthians ainda deve pelo estádio
O saldo devedor com a Caixa gira entre R$ 630 milhões, número citado pela Gazeta Esportiva, e R$ 660 milhões, segundo a CNN Brasil. O contrato de refinanciamento foi assinado em 2022. Em 2025, o clube pagou R$ 93 milhões ao banco e, em 2026, já desembolsou R$ 58 milhões antes desta suspensão.
O Corinthians também reivindica o uso de uma conta reserva de valor semelhante ao da parcela, cerca de R$ 27 milhões, que funciona como garantia do financiamento.
A notícia se soma a outra trégua obtida nesta semana: o clube ganhou mais prazo da União para evitar a rescisão do acordo de parcelamento de dívidas federais, de R$ 1,2 bilhão. Com as duas frentes em negociação, a diretoria de Osmar Stabile tenta ganhar fôlego no caixa para a reta final do Brasileirão, enquanto o mercado aguarda a definição sobre quem dará nome à casa corintiana a partir dos próximos anos.