O Corinthians foi ao mercado para tentar vender o espaço máster da camisa jogo a jogo até o fim do Campeonato Brasileiro. Segundo o ge, que confirmou informação do jornalista Marcelo Braga, a diretoria ainda não fechou um valor, mas já conversa com empresas interessadas em patrocínios pontuais.
A ideia é cobrar preços diferentes para cada partida, de acordo com a exposição da marca: jogos transmitidos em TV aberta, por exemplo, valem mais do que os exibidos apenas na TV fechada.
Por que o Corinthians pode ficar sem patrocinador máster
O movimento é uma reação à Medida Provisória do governo federal que proíbe o funcionamento das casas de apostas de quota fixa, as bets, e dos cassinos virtuais no Brasil. A regra passa a valer em 6 de outubro e também veta a publicidade dessas empresas, o que atinge diretamente o futebol.
A atual patrocinadora máster do Corinthians é a Esportes da Sorte, com contrato válido até dezembro de 2029. Segundo o ge, a empresa já havia avisado o clube, antes mesmo do anúncio da MP, de que poderia ser impedida de operar. Ainda não há definição sobre a permanência da marca no uniforme.
O problema não é exclusivo do Corinthians: grande parte dos clubes da Série A tem casas de apostas na camisa, e vários deles, como Flamengo, Botafogo e Fluminense, se movimentaram no Supremo Tribunal Federal contra a medida.
Outros problemas fora de campo
O clube corre o risco de perder mais um parceiro. Nesta semana, uma decisão liminar da Justiça suspendeu a exibição da marca Fatal Fans, outra patrocinadora alvinegra, e deu prazo de 15 dias para que ela seja retirada dos uniformes, dos espaços do clube e dos canais digitais.
Há ainda uma conta da Conmebol. O Corinthians foi multado em 23 mil dólares por infrações no jogo da eliminação para o Estudiantes, nas quartas de final da Libertadores. Segundo o site Meu Timão, entre os motivos estão a ausência de Memphis Depay e Gustavo Henrique na zona mista depois da partida e a conduta de torcedores.
Situação na tabela
Dentro de campo, o momento também pede cuidado. A dez rodadas do fim do Brasileirão, o time de Fernando Diniz é o 14º colocado, com 32 pontos, apenas três a mais que o Grêmio, primeiro time dentro da zona de rebaixamento. Por isso, cada receita extra conta para a diretoria na reta final da temporada.