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Internacional tem 11 estrangeiros e revê elenco com limite de 8 por jogo em 2027

Rochet, Villagra, Mercado e Félix Torres têm vínculo até dezembro e futuro indefinido no Beira-Rio.

Torcida do Internacional no Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, em 2023. Foto: Ricardosdag / Wikimedia Commons · CC BY-SA 4.0

O Internacional terá de repensar o grupo de estrangeiros para 2027. Com 11 atletas de fora do país no elenco, o clube gaúcho vai encarar a nova regra da CBF, que reduz de nove para oito o número de estrangeiros que podem ser relacionados por partida a partir da próxima temporada. O corte será gradual até chegar a cinco por jogo em 2030.

Segundo o ge, a diretoria colorada já analisa caso a caso, e pelo menos quatro nomes têm futuro indefinido porque os vínculos terminam em dezembro.

Quem pode sair do Inter

O goleiro uruguaio Sergio Rochet tem contrato até o fim de 2026, com renovação automática atrelada a 60% de participação nos jogos. Como ficou afastado após uma cirurgia de hérnia de disco, dificilmente vai atingir a meta e a permanência passa a depender de nova negociação.

O volante argentino Rodrigo Villagra está emprestado pelo CSKA Moscou até dezembro. A compra se torna obrigatória quando ele completar 2.800 minutos em campo, e até aqui ele soma 2.173, o que equivale a cerca de sete partidas inteiras de distância. O jogador também despertou interesse do Estudiantes, mas o salário é visto como alto pelo clube argentino.

Aos 39 anos, o zagueiro argentino Gabriel Mercado também tem vínculo só até o fim da temporada e avalia se continua jogando ou encerra a carreira. Já o zagueiro Félix Torres está emprestado pelo Corinthians até dezembro; para seguir no Beira-Rio, o Inter precisaria de um novo empréstimo ou da compra.

Situação contratual dos outros estrangeiros

O restante do grupo tem contratos mais longos. Maripán, Bernabei e Braian Aguirre têm vínculo até 2028, e Carbonero e Sanabria, até 2029, de acordo com o levantamento do ge. Completam a lista Benjamin e o sueco Eliasson, que tem dupla nacionalidade brasileira.

Na prática, a regra não obriga o clube a dispensar ninguém, já que o limite vale para a súmula de cada jogo, e não para o elenco. Mas manter 11 estrangeiros com apenas oito vagas por partida significa pagar salários de jogadores que ficariam fora de vários jogos, algo pesado para um clube que tenta equilibrar as contas.

A decisão sobre Rochet, Villagra, Mercado e Félix Torres deve ficar para o fim do Brasileirão, quando o Inter fecha o planejamento de 2027. A mudança na regra, aprovada pela CBF, atinge outros clubes da Série A com muitos estrangeiros, que também terão de ajustar o elenco nas próximas janelas.