A reta final da temporada pode ser decisiva para o Palmeiras, mas não deve mudar o comando técnico. Essa é a avaliação do jornalista Alex Muller, que, no programa Mesa Redonda, da Gazeta Esportiva, afirmou que Abel Ferreira só deixa o clube antes do fim do contrato por decisão própria.
O vínculo do português vai até dezembro de 2027. A renovação foi anunciada pelo Palmeiras em 10 de dezembro de 2025, e o prazo coincide com o término do mandato da presidente Leila Pereira. Para o comentarista, a data abre uma possibilidade natural de fim de ciclo, mas não antes disso. “Ele só sai do Palmeiras se quiser”, resumiu.
Pressão só em caso de "tragédia"
Muller admitiu que um encerramento de temporada sem títulos poderia aumentar a cobrança da torcida, já que o Palmeiras segue vivo na Libertadores, na Copa do Brasil e no Brasileirão. Ainda assim, na visão dele, apenas um ambiente hostil, criado por um fracasso completo nas três frentes, faria o treinador repensar sua permanência. Mesmo nesse cenário, o jornalista acredita que Abel estará à frente da pré-temporada em janeiro.
A avaliação é uma leitura do comentarista, e não um posicionamento oficial do clube ou do técnico.
Momento em campo
No Brasileirão, o Palmeiras é o vice-líder, com 57 pontos em 28 jogos, três atrás do Flamengo. A equipe tem a melhor defesa da competição, com 21 gols sofridos, e perdeu apenas três partidas. Na última rodada, porém, ficou no 0 a 0 com o Grêmio, em Porto Alegre, e viu o rival carioca abrir vantagem na ponta. Andreas Pereira, com dez assistências, divide a liderança do fundamento no campeonato, e o argentino Flaco López é o artilheiro do time, com oito gols.
Na Copa do Brasil, a próxima fase, a Semifinal, começa em 1º de novembro, com datas já definidas pela CBF.
Trajetória vitoriosa
Abel chegou ao Palmeiras no fim de 2020 e, ao renovar, foi apresentado pelo clube como o técnico mais vitorioso da história alviverde. Sob o comando dele, o time conquistou duas Libertadores (2020 e 2021) e dois Campeonatos Brasileiros (2022 e 2023), entre outros títulos. Caso cumpra o contrato até o fim, o treinador completará mais de sete temporadas no cargo, uma longevidade rara no futebol brasileiro.