Série A

Pré-candidato no Corinthians quer separar o futebol do clube social

Rozallah Santoro, ex-diretor financeiro, promete atacar dívida de R$ 3 bilhões em etapas e blindar o futebol da política.

Pré-candidato à presidência do Corinthians na eleição marcada para o fim de 2026, o ex-diretor financeiro Rozallah Santoro apresentou as linhas gerais do que pretende fazer caso chegue ao comando do clube. Em entrevista à Rádio Bandeirantes, repercutida pelo Meu Timão, ele colocou a dívida no centro do discurso e defendeu que o departamento de futebol seja administrado de forma separada do Parque São Jorge, a sede social alvinegra.

Engenheiro formado pela USP e com carreira no mercado financeiro, Rozallah foi diretor financeiro na gestão de Augusto Melo e depois atuou como consultor da área na diretoria de Osmar Stabile, atual presidente.

Dívida de R$ 3 bilhões e meta em etapas

Segundo o pré-candidato, o endividamento do Corinthians gira em torno de R$ 3 bilhões, valor que hoje equivaleria a algo entre 12 e 15 anos de geração de caixa do clube. O plano dele é reduzir essa relação em etapas: primeiro com corte de custos, levando o indicador para cerca de sete anos; depois com a renegociação e o alongamento das dívidas, para perto de seis; e, por fim, com a venda de ativos, para algo próximo de cinco. A meta final seria chegar a cerca de quatro anos.

Para a primeira fase, ele citou um estudo da consultoria Ernst & Young, feito em 2024, que teria identificado entre R$ 70 milhões e R$ 100 milhões em economia possível por ano. Rozallah reconheceu que o problema não se resolve em um mandato. “Em três anos não dá para resolver o problema”, afirmou, acrescentando que o objetivo seria colocar as contas em uma trajetória mais saudável.

Futebol blindado da política

A outra bandeira é a separação administrativa entre o futebol e o clube social. A proposta prevê orçamento, finanças, marketing e jurídico próprios para o futebol, com o objetivo de reduzir a interferência política nas decisões do departamento.

Dentro de campo, o momento também pede atenção. O Corinthians é o 14º colocado do Brasileirão, com 32 pontos em 28 jogos, e tem saldo de gols negativo (-3).

A intenção de concorrer não é nova. Em outubro de 2025, a Gazeta Esportiva já apontava que Rozallah planejava se lançar com apoio de ex-dirigentes da gestão Augusto Melo, como o ex-diretor financeiro Pedro Silveira e o ex-diretor jurídico Vinicius Cascone.