O Flamengo divulgou nota oficial neste domingo (27) para negar que esteja em conversa com a Fatal Model, plataforma de anúncios de acompanhantes que tenta ocupar o espaço deixado pelas casas de apostas no futebol brasileiro. Segundo o clube, a informação é “inverídica” e não existe, neste momento, negociação nos termos que circularam.
A reação veio depois de a empresa tornar pública a intenção de patrocinar os dois clubes de maior torcida do país. De acordo com o Lance, a oferta apresentada ao Flamengo seria de R$ 100 milhões. Para o Corinthians, como o Arquibancada já havia mostrado mais cedo, a proposta chega a R$ 120 milhões pelo espaço máster da camisa.
Jurídico contra imagens não autorizadas
Além de desmentir a conversa, o Flamengo informou que o departamento jurídico já adota medidas contra a divulgação de conteúdo falso e contra o uso não autorizado do uniforme. Nas redes sociais, circularam montagens da camisa rubro-negra com a marca da plataforma estampada, o que motivou a resposta do clube.
O Corinthians seguiu por outro caminho. O clube confirmou ter recebido o contato da empresa, mas lembrou que tem contrato vigente com o patrocinador máster até o fim de 2029. A Fatal Model, aliás, já aparece no uniforme alvinegro por meio da marca Fatal Fans, no calção.
Por que o assunto ganhou força
A disputa por novos patrocinadores começou com a medida provisória assinada pelo presidente Lula na quinta-feira (25), que proíbe a atuação das bets no país. O impacto é maior justamente no Flamengo, dono do maior contrato de camisa do Brasil, com a Betano. O presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, estimou em entrevista à CNN que o clube pode deixar de arrecadar entre R$ 400 milhões e R$ 430 milhões no próximo exercício se a medida prevalecer.
Com esse buraco no horizonte, empresas de outros setores passaram a enxergar uma janela para entrar no futebol, e a Fatal Model foi a primeira a se movimentar publicamente. A nota do Flamengo, no entanto, deixa claro que a diretoria não pretende discutir o futuro da camisa pela imprensa, nem aceitar que terceiros associem a marca do clube a um parceiro que não foi escolhido.
Enquanto a situação das apostas não se define no Congresso, a tendência é que clubes e patrocinadores mantenham os contratos atuais e aguardem os próximos passos do governo antes de qualquer troca no peito do uniforme.