Seleção

Ancelotti testa Raphinha como centroavante e troca sete na Seleção

No primeiro treino para a revanche contra a Austrália, em Brisbane, o técnico italiano manteve só quatro titulares do empate por 1 a 1 em Townsville.

Raphinha em ação pela Seleção Brasileira contra o Marrocos, na Copa do Mundo de 2026. Foto: Bryan Berlin / Wikimedia Commons · CC BY-SA 4.0

Carlo Ancelotti cumpriu o que havia prometido depois do empate da última sexta-feira e comandou neste domingo, na Austrália, um treino com uma Seleção bem diferente. No primeiro trabalho de olho no segundo amistoso contra os australianos, marcado para terça-feira (29), em Brisbane, o treinador promoveu sete mudanças em relação ao time que ficou no 1 a 1 em Townsville, segundo o ge.

A formação que começou a atividade teve Otávio; Vanderson, Jair, Gabriel Magalhães e Mauro Júnior; Danilo, Bruno Guimarães e Gabriel Bontempo; Rayan, Raphinha e Vini Júnior, num 4-3-3. Do jogo anterior, ficaram apenas os volantes Danilo e Bruno Guimarães e a dupla Vini Júnior e Raphinha, este último em outra função.

Raphinha no comando do ataque

A principal novidade é Raphinha como centroavante. A comissão técnica quer aproveitar a fase do camisa 10 no Barcelona, onde ele marcou 14 gols em oito partidas desde que passou a atuar como referência do ataque. No gol, a disputa segue aberta: Otávio começou entre os titulares, mas Hugo Souza e Morisco também tiveram seus momentos, dentro do rodízio que Ancelotti costuma fazer na posição.

Na parte final do treino, o técnico observou outras combinações do meio para a frente, com Andrey Santos, Bidon e Martinelli, além de Lino, Endrick e Estevão. A escalação só será definida depois da atividade desta segunda-feira.

Pressão por resultado

As mudanças chegam em um momento de cobrança. O empate em Townsville foi o quarto em 18 jogos sob Ancelotti, de acordo com levantamento do UOL. Os outros foram contra Equador (0 a 0), Tunísia (1 a 1) e Marrocos (1 a 1), este na estreia da Copa do Mundo. O italiano soma dez vitórias, quatro empates e quatro derrotas, com 63% de aproveitamento. Os reveses foram para Bolívia, Japão, França e Noruega, que eliminou o Brasil nas oitavas de final do Mundial.

Ancelotti, porém, trata a sequência como continuação do ciclo e afirma que a prioridade agora é dar minutos a quem vem jogando menos. Ele considerou o 1 a 1 um resultado justo, disse que a equipe teve chances de vencer e reclamou das condições do gramado em Townsville.

O segundo duelo com a Austrália será na manhã de terça-feira, pelo horário de Brasília. Em seguida, a Seleção viaja para a Índia, onde encerra a Data Fifa contra os donos da casa, em Calcutá, no dia 3 de outubro.