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Sem espaço com Artur Jorge, Wanderson e Marquinhos devem ir ao mercado em 2027

Peças frequentes na era Leonardo Jardim, os dois atacantes perderam minutos, não saíram na última janela e tendem a ser negociados no fim da temporada.

Mineirão, casa do Cruzeiro, em Belo Horizonte. Foto: Rafael Lemieszek / Wikimedia Commons · CC BY-SA 4.0

Dois nomes que já foram presença constante nas escalações do Cruzeiro vivem hoje o papel de coadjuvantes na Toca da Raposa. Segundo o ge, Wanderson e Marquinhos não encontraram destino na janela de transferências que se encerrou e devem terminar 2026 com pouquíssimas oportunidades sob o comando de Artur Jorge. A tendência, de acordo com o veículo, é que os dois sejam colocados no mercado para a próxima temporada.

De titulares com Jardim a opções de banco

Os dois atacantes chegaram à Toca no início de 2025. Marquinhos veio em janeiro, a pedido de Fernando Diniz, com quem havia trabalhado no Fluminense. Mesmo com a saída precoce do treinador, seguiu utilizado por Leonardo Jardim, que aprovou a compra em definitivo junto ao Arsenal por R$ 19 milhões, segundo o ge. Em outubro do ano passado, porém, sofreu ruptura de ligamento no joelho esquerdo, só voltou a jogar em maio e fez apenas quatro partidas desde então. Não entra em campo desde o começo de agosto.

Wanderson foi contratado em março de 2025, já no apagar das luzes da janela, para completar o elenco. Acabou virando peça importante com Jardim e esteve em 27 das 30 primeiras rodadas do Brasileirão daquele ano, só saindo da equipe por causa de uma lesão muscular. Em 2026, alternou entre titular e reserva com Tite e com o interino Wesley Carvalho, mas os minutos minguaram com Artur Jorge: nos últimos seis meses, foram 13 jogos e apenas um começando entre os titulares.

Pelos números do Arquibancada, Wanderson, de 31 anos, soma 18 partidas no Brasileirão 2026, só duas delas como titular. O valor de mercado estimado pelo site é de € 1,7 milhão para ele e de € 2,2 milhões para Marquinhos.

Por que ninguém saiu na janela

Wanderson chegou a ser tratado como negociável no meio do ano, mas o mercado era limitado: ele já havia atingido o número de jogos que o impede de defender outro clube da Série A nesta edição do campeonato. Ainda assim, nenhum dos dois foi afastado do grupo principal, situação diferente da vivida por Chico da Costa, por exemplo. Ambos seguem treinando normalmente e à disposição do técnico.

O cenário não favorece uma virada. Eliminado das copas, o Cruzeiro tem apenas o Brasileirão pela frente e ocupa a sexta colocação, com 45 pontos em 28 rodadas (13 vitórias, 6 empates e 9 derrotas). Na briga por uma vaga direta na Libertadores, a tendência é que Artur Jorge mantenha a base que vem usando. Os dois têm contrato longo com o clube, o que dá ao Cruzeiro margem para buscar uma negociação vantajosa na próxima janela.